Brasil conquista ouro histórico no flag football masculino nos Jogos Sul-Americanos da Juventude

Seleção Sub-17 venceu o Panamá por 34 a 32 na final; feminino terminou em terceiro lugar na estreia da modalidade em uma missão oficial do Time Brasil

O flag football brasileiro viveu um capítulo inédito nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026. Em sua primeira participação na competição e também na primeira missão oficial da modalidade com o Comitê Olímpico do Brasil, o país conquistou a medalha de ouro no masculino e terminou em terceiro lugar no feminino.

A principal conquista veio no domingo, 19 de abril. A Seleção Brasileira masculina Sub-17 derrotou o Panamá por 34 a 32 na decisão e se tornou a primeira campeã masculina do flag football na história dos Jogos Sul-Americanos da Juventude.

Pablo Santiago foi o grande destaque da competição no Panamá (foto: Grasiela Gonzaga/Flag Football Brasil)

Duas derrotas antes da final

O caminho até o ouro teve um adversário recorrente.

O Brasil estreou justamente contra o Panamá e foi derrotado por 55 a 34. Depois, a equipe venceu a Argentina duas vezes, por 61 a 0 e 56 a 14, e também superou o Uruguai em dois confrontos, por 59 a 0 e 54 a 0.

No segundo encontro com os panamenhos, o duelo foi muito mais equilibrado. O Panamá venceu por apenas um ponto: 33 a 32.

Na semifinal, o Brasil reencontrou a Argentina e garantiu a vaga na decisão com uma vitória por 43 a 0.

A final, portanto, seria o terceiro encontro entre Brasil e Panamá durante a competição.

Atletas da Seleção Brasileira Masculina no Panamá (foto: Grasiela Gonzaga/Flag Football Brasil)

Brasil abre vantagem e segura reação do Panamá

Diferente dos dois jogos anteriores, o Brasil começou a decisão no controle.

A seleção marcou três touchdowns ainda no primeiro tempo e foi para o intervalo vencendo por 21 a 12. Na segunda etapa, manteve a vantagem durante boa parte da partida.

Nos minutos finais, o Panamá conseguiu reagir e encurtou a diferença, mas não evitou a vitória brasileira por 34 a 32.

Após o título, o quarterback Pablo Ricardo Santiago destacou o impacto que a conquista poderia ter para a modalidade no país.

“Ganhar esta competição faz o flag ser conhecido por mais pessoas e queremos levar isso para o Brasil todo e fazer crescer cada vez mais.”

O defensive back Pedro Barletta também falou sobre a mudança de postura da equipe depois das duas derrotas anteriores para os donos da casa.

“Quando viemos para esta final, viemos querendo muito e ninguém ia querer mais que a gente.”

As declarações foram dadas ao Comitê Olímpico do Brasil após a decisão.

Atletas da Seleção Brasileira Feminina no Panamá (foto: Grasiela Gonzaga/Flag Football Brasil)

Feminino termina na terceira colocação

A Seleção Brasileira feminina Sub-17 também fez sua estreia nos Jogos Sul-Americanos da Juventude. A disputa contou com Brasil, Panamá e Venezuela.

O primeiro jogo das brasileiras teve peso histórico. A vitória por 38 a 7 sobre a Venezuela marcou a primeira partida de uma seleção feminina de flag football representando oficialmente o Time Brasil em uma missão do COB.

Na fase decisiva, o Brasil voltou a enfrentar a Venezuela e foi derrotado por 26 a 18, terminando a competição na terceira colocação. O Panamá ficou com o título feminino após vencer a Venezuela na final.

Mesmo sem chegar à decisão, a participação feminina também marcou um novo momento para as categorias de base brasileiras. Pela primeira vez, as seleções masculina e feminina de flag football estiveram juntas em uma missão oficial do Comitê Olímpico do Brasil.

Apesar de ficar na última colocação, a Seleção Brasileira Feminina viveu um momento histórico pra esporte nacional (foto: Grasiela Gonzaga/Flag Football Brasil)

Uma seleção formada por atletas de todo o Brasil

A participação no Panamá também foi resultado de um trabalho iniciado anteriormente com as categorias de base.

Após a confirmação do flag football no programa dos Jogos, a CBFA ampliou o processo de observação de jovens atletas e abriu inscrições para campings de treinamento.

As seleções que chegaram ao Panamá reuniam atletas de todas as cinco regiões do país, com representantes de estados como Amazonas, Mato Grosso, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A formação dessa geração ganhou ainda mais importância com a entrada do flag football no programa olímpico de Los Angeles 2028. Para a presidente da CBFA, Cristiane Kajiwara, os atletas que participaram dos Jogos Sul-Americanos também fazem parte do processo de renovação das futuras seleções adultas.

O atleta Guilherme Cheicoski também se destacou no Panamá (foto: Grasiela Gonzaga/Flag Football Brasil)

Um marco na história do flag football brasileiro

Os Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026 marcaram a primeira participação do flag football em uma missão oficial do Time Brasil, reunindo as seleções masculina e feminina Sub-17.

A participação no Panamá também colocou uma geração de jovens atletas dentro da estrutura do movimento olímpico brasileiro, dois anos antes da estreia do flag football nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Para a modalidade no Brasil, o Panamá 2026 ficou registrado como o ponto de partida dessa nova etapa: a primeira competição internacional em que o flag football vestiu oficialmente as cores do Time Brasil.

Grasiela Gonzaga
Grasiela Gonzaga

Atuando no Flag Football há mais de uma década!

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