Feminino encerra a participação no Mundial após derrota para a Eslovênia; masculino perde para a França, mas avança para a última rodada com uma vitória por W.O. sobre a Nigéria
O terceiro dia do Campeonato Mundial de Flag IFAF 2026 marcou o fim da fase de ranqueamento para as duas seleções brasileiras — com desfechos bem diferentes. Enquanto o feminino encerrou sua participação no torneio, o masculino ainda tem mais um jogo pela frente, neste domingo (16), contra a Grã-Bretanha.
Masculino: derrota para a França, com sinais positivos
A seleção masculina perdeu para a França por 41 a 25 neste sábado (15), em jogo da fase de ranqueamento.
A França é um adversário qualificado, e a diferença no placar cresceu nos momentos em que o Brasil errou — como numa interceptação que ampliou a distância. Ainda assim, a partida trouxe um ponto positivo: a entrada de Bernardo Horevitch no ataque que marcou dois touchdowns, dando uma nova dinâmica à produção ofensiva do Brasil. A seleção também repetiu a estratégia já usada contra a Alemanha de alternar mais de um passador ao longo do jogo, tirando parte da pressão de cima de um único jogador.
Vitória por W.O. e a última rodada contra a Grã-Bretanha
O jogo que fecharia o dia para o masculino, contra a Nigéria, não aconteceu: a seleção nigeriana não conseguiu visto para viajar à Alemanha e não compareceu ao torneio. Com isso, o Brasil venceu por W.O. e garantiu vaga na última rodada da fase de ranqueamento.
Depois de acompanhar o confronto entre Grã-Bretanha e Áustria — que terminou com vitória britânica —, ficou definido o próximo adversário do Brasil: a própria Grã-Bretanha, neste domingo (16), às 9h15 (horário local), pela 13ª colocação do torneio. Com a Áustria já garantida em 15º e a Nigéria fora da disputa, o resultado de amanhã já garante ao Brasil o melhor resultado da história da seleção masculina em Mundiais — a equipe terminará em 13º ou 14º lugar, à frente da própria Áustria.
Para o confronto com os britânicos, a expectativa é de um jogo disputado — não seria surpresa uma vitória brasileira, mas também não será um confronto fácil.
Feminino: fim de participação após derrota para a Eslovênia
A seleção feminina encerrou sua participação no Mundial neste sábado (15), após a derrota para a Eslovênia por 40 a 26, em jogo que definia a 13ª ou a 15ª colocação. Com o resultado, o Brasil disputaria a 15ª posição contra a Nigéria — que, assim como no masculino, não compareceu ao torneio. Sem jogo a ser disputado, a participação do Brasil no Mundial se encerra por aqui.
O resultado deixou um sentimento de frustração entre atletas, comissão técnica e torcida — a avaliação é a de que o Brasil tinha mais talento e estava fisicamente mais preparado que a Eslovênia, mesmo reconhecendo o mérito da seleção adversária, que garantiu vaga no Mundial ao eliminar a Alemanha (já classificada como anfitriã) no Europeu.
Do lado ofensivo, Olívia Cadiz voltou como quarterback titular e teve boa movimentação de bola, ainda que com ajustes a fazer diante das diferenças entre o campo de 50 e o de 25 jardas. A equipe teve lances de destaque, como um touchdown explosivo de Taísa e outro de Gabriela Bankhardt. Já a defesa, que vinha segurando bem os adversários ao longo do torneio, teve dificuldade em conter o ataque esloveno — um lance de contato entre duas defensoras brasileiras resultou em touchdown adversário e pesou no rumo da partida.
Assim se encerra a passagem do Brasil por este Mundial. O próximo capítulo da seleção passa pelo Intercontinental, torneio das Américas ainda sem data definida, mas decisivo para o caminho rumo a Los Angeles 2028.
O que mais rolou no dia
As semifinais movimentaram o Mundial nas duas categorias, com implicações diretas para Los Angeles 2028.
No feminino, o Canadá superou o México com tranquilidade, mantendo Diana Flores, principal referência mexicana, sem muito espaço para produzir. Já Estados Unidos e Grã-Bretanha fizeram um jogo equilibrado, com a seleção britânica construindo boa vantagem antes de ver os Estados Unidos buscarem a virada nos minutos finais. Apesar do resultado, a Grã-Bretanha segue com duas chances de vaga olímpica: uma vitória na final contra os Estados Unidos garante a classificação, assim como a vitória na disputa de terceiro lugar, caso perca a decisão.

Esse cenário chama atenção também pelo outro lado: o México, apesar do favoritismo no ranking mundial, briga agora para não ficar de fora da vaga olímpica — um resultado que seria uma das maiores surpresas do torneio. A equipe mexicana também enfrentou baixas ao longo da campanha.
Para a seleção feminina do Brasil, esses resultados têm efeito direto no planejamento rumo ao Intercontinental: caso Estados Unidos, México e Canadá se confirmem como pódio deste Mundial, as posições desses três países no caminho olímpico ficam resolvidas, abrindo caminho para o Brasil — hoje a 5ª força do continente — tentar uma das duas vagas em disputa nas Américas, junto com o Panamá.
No masculino, a Itália superou o Canadá por 41 a 36 e vai à decisão pela primeira vez na história, contra os Estados Unidos, que bateram o México por 42 a 40 em jogo decidido nos instantes finais. Com a Itália garantida na final, a Europa já tem uma vaga olímpica assegurada nesta edição; a segunda vaga sai da disputa de terceiro lugar entre México e Canadá.
Fora de campo, o clima do Mundial também mudou de patamar neste fim de torneio: maior movimento de público, presença de jogadores da NFL e até a passagem do comissário da liga, Roger Goodell, pelo complexo — um reflexo do investimento crescente da parceria entre IFAF e NFL na experiência do evento.
O que vem por aí
Neste domingo (16), a seleção masculina fecha sua participação no Mundial contra a Grã-Bretanha, às 9h15 (horário local) — a única partida do Brasil no dia, mas que garante, no mínimo, o melhor resultado da história da seleção masculina em Mundiais.