Brasil, quinto colocado nas Américas, está no Grupo C ao lado de México, Suíça e da anfitriã Alemanha
A seleção brasileira masculina de flag football chega ao Campeonato Mundial de Flag IFAF 2026, que será disputado entre 13 e 16 de agosto em Düsseldorf, na Alemanha. Aqui, contamos como é o caminho do Brasil na competição: o Grupo C, ao lado de México, Suíça e da anfitriã.
Como ficou o grupo
Os grupos foram definidos a partir do ranking mundial da IFAF, em formato serpentina. O México, 3º colocado no ranking mundial masculino, lidera a chave — mas nunca venceu um Mundial, apesar de ter ficado entre os quatro primeiros nas últimas seis edições (prata em 2014, na Itália, e em 2021). Completam o grupo:
- Suíça — foi a grande surpresa do Mundial de 2024. Entrou no torneio ranqueada apenas em 14º, eliminou a sétima colocada Panamá nas oitavas, bateu o Canadá nas quartas e, após cair na semifinal para os Estados Unidos, superou o próprio México por 41 a 35 para faturar o bronze.
- Alemanha — entra automaticamente como anfitriã. Já foi vice-campeã duas vezes (2002 e 2004, ambas para a Áustria) e venceu o Campeonato Europeu em 2023, mas perdeu o título na edição mais recente, o Euro Flag 2025, em Paris, quando nem chegou à final — a taça ficou com a Itália, que bateu a Áustria por 27 a 19.
- Brasil — chega como quinto colocado da fase americana.
O grupo reserva um detalhe que pesa contra o Brasil: a seleção já perdeu para dois dos três adversários na última vez em que se enfrentaram. Para a Suíça, 37 a 13 na fase de grupos do Mundial de 2021, em Israel. Para o México, 50 a 26, nas Américas de 2023.
O caminho até Düsseldorf
A vaga do Brasil veio de uma campanha de detalhes nas Américas 2025: a equipe garantiu o lugar no Mundial com uma vitória apertada por 7 a 0 sobre a Argentina, em jogo disputado ponto a ponto até o fim. Já mais perto da estreia na Alemanha, o time confirmou a boa fase ao conquistar o título do Sul-Americano 2026, na Colômbia, batendo o Chile por 28 a 26 na final.
O técnico Heitor Medeiros comanda a seleção desde 2022. Ele começou a treinar futebol americano em 2014, aos 17 anos, e entrou para a comissão técnica da seleção brasileira em 2021, antes de assumir o cargo de head coach no ano seguinte.
O que esperar
Enfrentar México e Suíça — dois dos quatro primeiros colocados do último Mundial — logo na fase de grupos é, sem dúvida, o maior desafio da chave. Contra as duas seleções, o Brasil chega em busca de reverter o retrospecto recente: perdeu para ambas nos últimos encontros.
A Alemanha, por sua vez, entra como um adversário mais acessível dentro do grupo, ainda que jogue em casa e com o apoio da torcida. É contra a anfitriã que a seleção brasileira tem a chance mais concreta de sair com um resultado positivo e brigar por uma vaga no mata-mata, em um Mundial que marca a reta final rumo ao ciclo olímpico de Los Angeles 2028.