Grupo D reúne três seleções das Américas — sob o comando de Ingrid Camargo, o Brasil busca retomar o nível alcançado em 2021
A seleção brasileira feminina de flag football chega ao Campeonato Mundial de Flag IFAF 2026, que acontece entre 13 e 16 de agosto em Düsseldorf, na Alemanha. Aqui, contamos como é o caminho do Brasil na competição: o Grupo D, ao lado de Canadá, Japão e Panamá — uma chave que reúne três seleções das Américas e a atual medalhista de bronze mundial.
Como ficou o grupo
- Japão — bronze no último Campeonato Mundial de Flag, em 2024, com uma vitória dramática por 41 a 40 sobre a Áustria, decidida no fim.
- Canadá — ficou com a prata nas Américas 2025, resultado considerado abaixo do esperado para uma seleção historicamente forte, e chega como a favorita da chave.
- Panamá — tradicionalmente leva vantagem sobre o Brasil: venceu os dois confrontos mais recentes entre as seleções, em 2023 e 2025.
- Brasil — chega como quinta colocada continental, decidida a romper essa posição diante de favoritas.
Dentro do grupo, o histórico de confrontos diretos mostra o tamanho do desafio: a equipe não vence nenhuma dessas seleções desde 2021. Contra o Panamá, a única vitória da história aconteceu no primeiro confronto entre as duas seleções, em 2012. Contra o Japão, o último triunfo brasileiro foi justamente no Mundial de 2021, ainda na fase de grupos. Já contra o Canadá, o Brasil ainda busca sua primeira vitória — as seleções não se enfrentam desde 2023, quando o Brasil perdeu por 21 a 0.
Fora do confronto direto com o Brasil, Canadá e Japão também protagonizam um reencontro: as duas seleções já se enfrentaram nas quartas de final do The World Games, com vitória canadense por cinco pontos.
O caminho até Düsseldorf
A vaga do Brasil veio da campanha nas Américas 2025, torneio em que a seleção terminou na quinta posição continental. Mais recentemente, a equipe confirmou sua superioridade na América do Sul ao vencer o Sul-Americano 2026, disputado na Colômbia, batendo a seleção anfitriã por 21 a 19 na decisão.
O Brasil viveu uma trajetória de crescimento que teve seu ponto alto em 2021: a seleção chegou à decisão do bronze no Mundial, em Israel, e só não subiu ao pódio pela derrota para a Áustria — resultado que garantiu ainda uma vaga inédita no The World Games.
Nos anos seguintes, a seleção passou por mudanças na comissão técnica e parte do elenco foi se renovando — hoje, seguem no grupo três atletas daquela campanha de 2021: Lara Torelli, Taísa e Giga. Na edição mais recente do Mundial, em 2024, na Finlândia, o Brasil terminou na 13ª posição geral.
À frente da equipe está a técnica Ingrid Camargo, que integra a comissão técnica da seleção desde 2018, quando começou como assistente de defesa. Assumiu como coordenadora ofensiva em 2021 e, mais recentemente, o cargo de head coach — posição que já ocupava na campanha das Américas 2025, quando o Brasil garantiu a vaga para Düsseldorf.
O que esperar
Canadá, Panamá e Japão não são adversários novos: aparecem com frequência no caminho do Brasil nas últimas competições, seja em Mundiais, seja nas Américas. É essa proximidade que deve marcar o Grupo D — confrontos difíceis, desafiadores, mas também jogos bons de acompanhar.
A seleção chega a Düsseldorf com a confiança da classificação nas Américas em 2025 e do título do Sul-Americano em 2026, mas o objetivo maior é claro: retomar o nível apresentado no Mundial de 2021.