Giane Pessoa, Carla Gavazza e Ana Luiza Cazarin integram o quadro de arbitragem internacional do Campeonato Mundial de Flag 2026 — primeiro Mundial da modalidade desde a entrada no Programa Olímpico
O Brasil também estará representado no apito do Campeonato Mundial de Flag IFAF 2026, em Düsseldorf. Três brasileiras vão vestir o listrado das “zebras” na arbitragem internacional do torneio: Giane Pessoa, Carla Gavazza e Ana Luiza Cazarin.
Giane Pessoa
Uma das pioneiras da arbitragem feminina do flag football no Brasil, Giane atua na formação e capacitação de árbitros desde 2015. Sua trajetória internacional já passou por Miami (2016), Panamá (2018), Israel (2021), The World Games (2022 e 2025) e Finlândia (2024). Em 2026, retorna ao cenário internacional como International Technical Official (ITO) no Mundial de Düsseldorf.
Carla Gavazza
Carla Gavazza apitou seu primeiro jogo de futebol americano em 2012, ainda como atleta, no Espírito Santo. Depois de se mudar para a Irlanda, em 2015, seguiu na arbitragem e, em 2022, conheceu o flag football — recomeço que mudou o rumo de sua carreira. De lá para cá, arbitrou o Campeonato Europeu de 2023, em Limerick, o Mundial de 2024, na Finlândia, e o Europeu de 2025, em Paris, além de torneios como Claddagh Bowl, Copenhagen Bowl, Adria Bowl, Capital Bowl e Tampa World Flag Championship. Düsseldorf 2026 marca seu segundo Mundial como árbitra — e o primeiro já dentro do ciclo olímpico da modalidade.
Ana Luiza Cazarin
A trajetória de Ana Luiza com o flag football começou em 2011, em Brasília — mas não na arbitragem. Ela chegou a defender a Seleção Brasileira como atleta, estreando em Mundiais na edição de 2016, em Miami. Depois, migrou para a comissão técnica da seleção feminina: foi coordenadora ofensiva no Mundial de 2021, em Israel, e no The World Games de 2022, ano também do título sul-americano, e head coach no Intercontinental de 2023 e no Mundial de 2024, na Finlândia. Com experiência internacional recente também na arbitragem (Intercontinental 2025 e Jogos Sul-Americanos da Juventude 2026), Düsseldorf marca sua estreia como árbitra em um Campeonato Mundial.
Árbitras
Ter três mulheres entre as árbitras de um Campeonato Mundial não é só um reconhecimento individual, mas também um recado para quem está começando na arbitragem no Brasil. Giane, Carla e Ana Luiza carregam para Düsseldorf trajetórias bem diferentes entre si, mas que se encontram no mesmo ponto: anos de dedicação ao apito, ao estudo e à formação de outros árbitros, hoje representados no mais alto nível da modalidade.